Geralmente não costumamos indicar museus aqui no Inquietos. Primeiro porque vários guias tradicionais já fazem o descritivo de cada um, segundo porque um museu pode fazer muito sentido para uma pessoa e nenhum sentido para outra, ou seja, é uma escolha muito pessoal.

Dessa vez quebraremos a regra para falar sobre o Museu Nacional do Azulejo.

O museu já começa a valer a pena pelo edifício onde está situado, o antigo Convento de Madre de Deus. A igreja do convento, em estilo barroco, bem como todas os outros cômodos, são ricos em detalhes dourados, madeira esculpida, painéis pintados à óleo e painéis de azulejos belíssimos. O detalhismo na decoração é de deixar qualquer um boquiaberto – mesmo quem já está cansado de ver igrejas mundo afora, vai se impressionar.

O acervo de azulejos, organizados cronologicamente desde os azulejos arcaicos até os dias atuais, narram despretensiosamente a história da sociedade portuguesa. Difícil escolher um painel para destacar aqui, mas certamente um dos mais bonitos, não só pelo tamanho mas também pelos detalhes, é o Grande Panorama de Lisboa (piso 3).  E merece um destaque também os azulejos modernistas/contemporâneos (piso 2).

Depois de bater perna pelo museu, aproveite para almoçar ou tomar um café no restaurante, que obviamente é decorado com azulejos de uma antiga casa e tem motivos inspirados na culinária. Grandes panelas de cobre penduradas nas paredes complementam o charme do local.

Apesar de não ser perto, o museu tampouco é longe. Lisboa é uma cidade pequena, tenha isso em mente. A entrada custa apenas 4 euros e é gratuita para estudantes.

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