Com a proximidade dos feriados de fim-de-ano e milhas a expirar na Tam, começamos a planejar nossa próxima viagem. Como não estávamos muito a fim de perder horas e horas dentro de um avião, optamos por viajar para o Chile. O Vini já conhecia Santiago, Valparaíso e Pucón, onde escalou o Villarica em 2006. Eu não tinha viajado para o país ainda, então qualquer lado, norte, sul, ou Ilha  de Páscoa seria novidade.

Elegemos dois finalistas: Ilha de Páscoa e Atacama. Após muitas pesquisas, acabamos optando pelo Atacama mesmo. Mais ou menos na mesma época um post no Viaje na Viagem caiu do céu: dicas para comprar passagens mais baratas no Chile. Seguimos o conselho de comprar a passagem por email com a Sky Airline, mas o preço mais promocional não rolou. A taxa para estrangeiros era maior do que a taxa para chilenos, ainda assim era bem mais barata do que a Lan. Quando chegamos no aeroporto de Calama (que é a porta de entrada para San Pedro de Atacama), descobrimos uma terceira companhia aérea que voa para lá: a PAL Airlines.

Comparando os preços para março/2010, a vencedora em economia é a PAL. Já em qualidade só podemos falar da Sky, cujos aviões são bem antigos. Até o cinto de segurança é daquele tipo que não se vê mais por aí. Mas foi tão pontual que chegou antes do tempo marcado, cumpriu honestamente o serviço e foi econômico (mas esqueceram de nos avisar que o voo de retorno tinha uma escala).

Para quem tem tempo de sobra e não quer gastar muito, a empresa de ônibus regular que vai para Calama é a TurBus. A viagem é longa, aproximadamente 1.500km. Há uma outra opção mais interessante que é o Pachamama, um ônibus do tipo “hop on-hop off” que faz vários destinos pelo Sul e Norte do Chile.

Alguns aventureiros encaram a rota de carro mesmo, nós encontramos um casal de brasileiros que viajou do Paraná até o Atacama. Obviamente eles tinham um carro adequado para isso.

Resumindo, o melhor modo de ir para o Atacama é de avião mesmo, principalmente se você tem pouco tempo para viajar. O aeroporto fica em Calama e você precisará ainda fazer um transfer para San Pedro de Atacama, que é a base para todos os passeios pelo deserto. O transfer custou 16 mil pesos para o casal. Não pesquisamos outros meios de ir até a cidade, contratamos o serviço oferecido pelo hotel mesmo.

O tempo ideal de estadia para conhecer o Atacama é de 4 a 5 dias. Menos é perda de tempo, afinal você não terá se deslocado até lá  para dar só uma passadinha, certo? Se tiver pouco tempo, deixe o Atacama para uma outra oportunidade.

p.s. Para quem estiver se perguntando se vale a pena conhecer Calama, na época das minhas pesquisas, li que não vale a pena, pois a cidade tem como atrativo apenas as minas e um tour para conhecê-las. A menos que você tenha muita curiosidade em conhecer, senão, siga direto para San Pedro.