No folheto que ganhamos ao visitar os Geysers del Tatio, havia uma recomendação para consumir comidas leves e não beber álcool no dia anterior à visita. Tarde demais! Como nosso passeio estava marcado em plena noite de ano novo, além de jantar, nós tomamos uma garrafa de champagne. E para completar, só dormimos 3 horas, já que o ônibus passaria para nos buscar às 4h da madrugada. Mas tudo saiu bem, nem chá de coca foi preciso. 🙂

Seguimos para uma viagem de aproximadamente de 2h30, mas eu apaguei imediatamente e só acordei ao chegar no destino final. Não fazia muita diferença ficar acordada mesmo, afinal era noite e não dava para ver nada lá fora.

Faz bastante frio no complexo do Tatio, onde as temperaturas chegam a ser negativas. Fomos preparados com roupa térmica, toucas, luvas, etc. Algumas pessoas relatam sentir um mal estar, causado mudança de altitude (saímos de 2.400m para 4.500m ). Em nosso grupo, todos passaram bem.

Não é à toa que o passeio começa tão cedo, pois é o horário que tem o ápice dos geysers em “ebulição”, com jatos que chegam a atingir 10m de altura. Quando surgem os primeiros raios de sol, a luz reflete no vapor, formando imagens mais bonitas ainda. Ao mesmo tempo, o sol ameniza o frio e logo a temperatura já se torna agradável (mas ainda assim é frio, não se engane).

Os mais corajosos enfrentam a piscina termal, com águas calientes a 33 graus. Nós não encaramos. O café da manhã foi ali mesmo, em meio aos geysers, que já começavam a ficar mais tímidos.

A estrada de volta é um show à parte. Ao longe, quando você menos espera, surge um grupo de vicunhas passeando “felizes e contentes”. Mais adiante, uma outra vicunha solitária observa o movimento do alto de um morro. Ao notar nossa presença, ela sai em disparada, sem dar tempo de fotografar. Contrastando com o marrom das montanhas, encontramos um local de descanso e pastagem para as dezenas de lhamas que lá estavam. Não  adianta, durante todo o trajeto não tem como não parar de falar “lindo”, “fantástico”, “incrível”.

Logo em seguida, chegamos ao povoado de Machuca, que já foi praticamente extinto e que só existe ainda devido ao incentivo do governo que estimulou as famílias a retornarem. Todas as casas possuem placas de energia solar, o que convenhamos, é mais do que adequado num local onde raramente chove.

Por fim, passeamos por uma pequena trilha na Quebrada Guatín, para observar o cactus típico da região.