Vamos falar sobre o Chile novamente? Eu havia parado de escrever pois achei que seria de mau gosto ficar falando sobre este ou aquele hotel/restaurante enquanto uma tragédia abalava o país. Agora que tudo voltou a normalidade, acho que é uma boa hora para retomar as coisas legais que fizemos por lá.

Mas antes de retormar a série, vou contar um “causo” aqui, que tem a ver justamente com terremotos!

Numa manhã de descanso no Atacama, estava eu deitada na cama, tentando acessar a internet e o Vini ao meu lado. O Vini não consegue parar muito tempo quieto e principalmente, me deixar quieta. As vezes estou concentradíssima no computador e ele fica me incomodando ou então fazendo brincadeiras, enfim, chamando atenção.

De repente, o quarto começa a tremer. Eu estava tão concentrada, que achei que mais uma vez era o Vini. Então ele me olha e diz: você está sentindo isso? Eu respondo: sim, é tu sacudindo a cama! E ele: não sou eu não!

E aí caiu a ficha de que não era o meu marido, mas sim um terremoto real.

Imaginem que essa cena toda durou sei lá, 40 segundos. A sensação é igual a de uma turbulência de avião, mas uma turbulência horizontal (em vez movimentos para cima e para baixo, movimentos para os lados).

Foi um terremoto fraquinho, escala 4. A notícia saiu aqui. O quarto sacudiu, mas nada quebrou, nada saiu do lugar, ninguém se feriu. Foi apenas uma aventura, dessas que só é divertida porque não teve nenhuma tragédia. Quer dizer, a única tragédia é eu ter certeza que meu marido incomoda tanto, mas tanto, que eu até o confundi com um terremoto. Socorro!