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Vamos falar sobre o Chile novamente? Eu havia parado de escrever pois achei que seria de mau gosto ficar falando sobre este ou aquele hotel/restaurante enquanto uma tragédia abalava o país. Agora que tudo voltou a normalidade, acho que é uma boa hora para retomar as coisas legais que fizemos por lá.

Mas antes de retormar a série, vou contar um “causo” aqui, que tem a ver justamente com terremotos!

Numa manhã de descanso no Atacama, estava eu deitada na cama, tentando acessar a internet e o Vini ao meu lado. O Vini não consegue parar muito tempo quieto e principalmente, me deixar quieta. As vezes estou concentradíssima no computador e ele fica me incomodando ou então fazendo brincadeiras, enfim, chamando atenção.

De repente, o quarto começa a tremer. Eu estava tão concentrada, que achei que mais uma vez era o Vini. Então ele me olha e diz: você está sentindo isso? Eu respondo: sim, é tu sacudindo a cama! E ele: não sou eu não!

E aí caiu a ficha de que não era o meu marido, mas sim um terremoto real.

Imaginem que essa cena toda durou sei lá, 40 segundos. A sensação é igual a de uma turbulência de avião, mas uma turbulência horizontal (em vez movimentos para cima e para baixo, movimentos para os lados).

Foi um terremoto fraquinho, escala 4. A notícia saiu aqui. O quarto sacudiu, mas nada quebrou, nada saiu do lugar, ninguém se feriu. Foi apenas uma aventura, dessas que só é divertida porque não teve nenhuma tragédia. Quer dizer, a única tragédia é eu ter certeza que meu marido incomoda tanto, mas tanto, que eu até o confundi com um terremoto. Socorro!

[Crônicas de Viagem]

Em Portugal encontramos alguns bons amigos, dentre eles o Rui. Boêmio nato, o primeiro local que nos apresentou foi um bar no bairro Alto em Lisboa com a cerveja mais barata do bairro. Posteriormente, já na cidade de Setúbal, Rui nos apresentou para sua família, e com certeza essa foi uma das melhores experiências de nossa viagem.

Na primeira noite em sua casa, nos ofereceram um jantar delicioso: caldo verde de entrada, pão, vinho e queijo. Para o prato principal, carne de porco à alentejana. No outro dia, partimos rumo a casa de veraneio da família na praia da Galé. No domingo, um típico almoço, com sardinhas assadas na brasa, salada, pão e queijo. E nos dias seguintes, passeios e jantares igualmente deliciosos.

Deram aula de hospitalidade, nos tratando com carinho e atenção, de tal forma que nos sentimos em casa. E o mais gostoso de tudo, era nítido que o faziam de maneira genuína e sincera, pelo simples prazer de receber bem. Uma família que sabe bem o significado da palavra “acolher”.

E foi num passeio de carro, ouvindo a coletânea de cd’s da Amália Rodrigues que ganhamos do pai do Rui, que ouvimos uma música que descreve tão bem esta família e o povo português.

UMA CASA PORTUGUESA

Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co’a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo,
mais o sol da primavera…
uma promessa de beijos…
dois braços à minha espera…
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho.
e a cortina da janela é o luar,
mais o sol que bate nela…
Basta pouco, poucochinho p’ra alegrar
uma existência singela…
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tigela.

[Crônicas de Viagem]

Mais um ano se passa, mais um ano fugimos do carnaval. E para aproveitar o feriado, óbvio, uma viagem.

No caminho, encontramos o carnaval da Catalunya, que  tem algumas poucas características em comum com o Brasil.  Algumas pessoas se fantasiam ou pintam as caras e andam pelas ruas e metrô, principalmente as crianças. Alguns desfiles à fantasia acontecem em Barcelona ou Olot, com direito a premiação e tudo. Na cidade de  Sitges, próximo de Barcelona, acontece uma grande festa com DJs na beira da praia que vai até o amanhecer. Não é feriado, nem na terça.

Mas o carnaval mais autêntico que encontramos foi no pueblo de Isona, onde nos deparamos com algumas dezenas de homens cozinhando em 22 panelas dispostas no chão na beira da estrada. Não resistirmos e fomos descobrir o que estava acontecendo.

Na primeira esquina, uma senhora de uns 70 e poucos anos, cabelo branco e bengala, nos cumprimenta.  Dois “tíos” se aproximam e prontamente respondem nossas perguntas – em catalão, evidentemente. Todas as terças de carnaval o pueblo se reúne para comemorar. Preparam uma caldeirada de legumes e carnes que fica pronto somente às 15 horas, horário em que a festa começa e segue até às 19 horas. A comida é servida na praça principal – que deve ser a única – ao lado da igreja, em mesas muito compridas com pratos em toda sua extensão. O nome da refeição: la guixa.

Vontade não nos faltou em passar a tarde com eles,  mas um compromisso em Barcelona falou mais alto. Uma pena. Ficamos imaginando quantas histórias, reais ou imaginárias, não íriamos escutar.

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[Crônica de Viagem]

Naquele dia acordamos cedo e decidimos andar por algumas estradas secundárias  para ver que  surpresas encontraríamos pelo caminho.  Encontramos os moinhos antigos. Encontramos praias pouco movimentadas, com “esculturas” de areia esculpidas pelo vento. Encontramos um barco amarelo que parecia saído de uma história em quadrinhos. E encontramos uma das tantas igrejas de cúpulas azuis. Mas sem ninguém por perto. Só o silêncio e nós.  A igreja, o mar, o vento e nós. Por alguns instantes Santorini foi só nossa.

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[Crônicas de Viagem]

Depois que o sol vai embora, surge no céu uma lua cheia que ilumina toda a ilha.

Uma imagem vale mais do que palavras.

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[Crônicas de Viagem]

Por volta das 19:30 uma movimentação diferente começa a acontecer em Oía. O vilarejo, que fica numa das pontas de Santorini, é cheio de ruelas, subidas e descidas. As casas e pousadas vão se empilhando e se encaixando sobre o penhasco. Oía é uma “favela chique”.

Sobre os telhados e terraços, centenas de pessoas vão se empilhando, da mesma forma que as casas estão empilhadas. Todas as ruas, jardins, espaços livres e restaurantes lotam. Todos querem ver o pôr-do-sol.

O espetáculo começa. O céu lentamente ganha tonalidades de amarelo e depois de vermelho. Enquanto isso, você toma um vinho local bem gelado. Olha a seu redor e vê as casinhas brancas de telhados azuis e jardins com flores cor-de-rosa.

O pôr-do-sol é um dos mais bonitos do mundo.

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[Crônicas de Viagens]

Aqui em Porto Alegre, faz muito tempo que não vemos um circo tradicional. Já na Europa, parece que os circos estão com tudo! Encontramos em Barcelona (esq.) e em Zurich (dir.).

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[Crônicas de Viagens]

Imagine uma típica cena de filme natalino: muita neve, pessoas cantando músicas de natal, enfeites de luzes nas ruas e nas árvores. Pronto, você acabou de imaginar Interlaken.

Na praça principal da cidade havia uma comemoração comunitária. Músicos tocavam em frente a uma árvore de natal iluminada. Um Papai Noel distribuía frutas e doces carregados por uma mula.  Todos os participantes recebiam velas acesas. E para aquecer, uma bebida muito similar ao nosso quentão.

Foi um Natal de cinema.

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[Crônicas de viagens]

Quando fomos dormir, a cidade estava assim:
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Quando acordamos, a cidade estava assim:
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[Crônicas de Viagens]

Como já falamos antes, Brugges é bem pequena. É fácil atravessá-la a pé em pouco tempo.

Numa dessas caminhadas, abandonamos o mapa na mochila, já que praticamente não era necessário usá-lo. Mas lá pelas tantas, chegamos numa auto-estrada. Decidimos abrir o mapa para ver onde estávamos e se tinha algo que valesse a pena por ali.

Eis que um senhor de barba branca, aproximadamente uns 70 anos, vê aquela cena. Vem ao nosso encontro e pergunta se precisamos de ajuda. Sem surpresas, isso já aconteceu outras vezes, em outras cidades.

Surpresa mesmo, foi que esse senhor querido, não só nos ofereceu ajuda, mas ainda perguntou em qual língua queríamos conversar. E o leque de opções não era pequeno, não. Podíamos escolher entre inglês, francês, alemão e outra língua que não entendemos, mas acreditamos ser o neerlandês.

Certo, sabemos que o país tem forte influência de todas esses países citados acima. Mesmo assim, ainda achamos surpreendente.

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