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Passear pelas ruas de uma cidade tão vibrante, tão cheia de vida, de parques, de museus e galerias, de ótimos restaurantes e vida noturna deliciosa, com transporte público impecável e cidadãos tão gentis e educados, torna quase impossível imaginar que um dia Berlim foi dividida em duas partes. Mas se a “aura” da cidade não condiz com seu passado nebuloso, a arquitetura diferenciada da parte ocidental para a oriental e os restos do muro em alguns pontos da cidade, não deixam o passado ser esquecido (nem creio que exista a intenção de esquecer). Mas uma coisa é fato: visitar Berlim é marcante, por tudo que a cidade tem de bom e por tudo que ela viveu de ruim.

E como o assunto do dia é o aniversário de 20 anos da queda do muro de Berlim, decidimos publicar um post mostrando uma das atividades realizadas pelo governo como parte das comemorações, que é a restauração do East Side Gallery. O East Side Gallery é uma parte do muro que permanece intacta e que foi transformada numa galeria a céu aberto, com pinturas de 118 artistas de vários países. A galeria estava em péssimo estado até o ano passado, quase toda pichada e quebrada. Veja só a diferença nas fotos abaixo:

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Mais sobre o Muro:

Se você vai a Berlim, não deixe de ler os posts anteriores que escrevemos sobre a cidade, principalmente sobre o Walking Tour, que é um tour gratuito que dá uma boa pincelada sobre a história da cidade.

https://inquietos.wordpress.com/category/alemanha/

Um dos restaurantes que descobrimos no Mitte é o Basil. Foi mais um daqueles achados ao acaso. Gostamos tanto que fomos mais de uma vez jantar lá.

A entrada do restaurante não revela muito do que há lá dentro, pois aparenta ser menor e mais simples do que realmente é.  O Basil é uma boa pedida para o jantar ou para o happy hour. No jantar, você pode sentar nas mesas mais ao fundo do restaurante e comer uma das massas preparadas com ingredientes frescos. No happy hour, você pode sentar nas mesas altas ou nos sofás e experimentar as delícias do buffet de petiscos. E claro, tomar uma boa cerveja alemã.

A decoração simples e moderna, brinca com o pink nos detalhes. Enormes fotos de mulheres vestindo lingerie e comendo massa com as mãos e a excelente música completam o visual. A massa é fabricada pelo próprio restaurante e você pode acompanhar o preparo de seu prato na televisão exposta no bar.

Comida deliciosa, preço muito justo.

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Muitas pessoas são contra a abertura dos campos de concentração para visitação. Se pararmos para pensar naqueles que vão até o campo para fazer fotos sorrindo como se estivessem em frente a Torre Eiffel, realmente, é de se indignar. Mas fechar os campos ou destruí-los de vez, é acabar com uma parte da história da humanidade. Está escrito lá a frase de um ex-prisioneiro, chamado Andrzej Szczypiorski:

“And I know on thing more – that the Europe of the future cannot exist without commemorating all those, regardless of their nationality, who were killed at the time with complete contempt and hate, who were fortuned to death, starved, gassed, incinerated and hanged…”

Para chegar até o campo, é preciso ir de trem em direção a uma cidade chamada Oranienburg a 45km de Berlim. Nós fomos com a New Europe Tour, a mesma empresa do walking tour que relatamos anteriormente. O preço é 12/14 euros por pessoa e já inclui as passagens de ida e volta.

O campo de Sauchsenhausen era um campo de concentração, não de extermínio. Seus internos eram em geral presos políticos, judeus, ciganos, homossexuais e criminosos comuns. Mais de 200 mil pessoas, de 48 nacionalidades diferentes, passaram por seus pavilhões.  Estima-se que em torno de 50 mil tenham perdido suas vidas lá.

Este era um campo modelo, de onde a arquitetura e muitas das técnicas  de tortura foram replicadas em outros campos. O comandante do mais famoso deles, o campo de Auschwitz, foi formado em Sauchsenhausen.

Próximo a entrada, estava o cassino dos militares, onde muitas festas e jogatinas eram promovidas. Dizem, que uma das maiores torturas aos presos, era o cheiro da comida que vinha de lá. Também há um outro prédio com exposição de fotos,  cartazes, uniformes e objetos do exército.

Na entrada em si, está a torre A, de onde todo o campo era controlado. Em sua grade está escrito: “o trabalho liberta”. Os fornos de incineração ficavam anexados ao campo, pelo lado externo, e ironicamente eram chamados pelos guardas de torre Z. Assim que para sair do campo, os prisioneiros deveriam ir de A a Z.

Lá dentro, muitos dos pavilhões foram destruídos, e em seus lugares, existem pedras, que lembram o formato de um túmulo, marcando a posição de cada um deles. Em cima desses “túmulos” alguns pessoas deixam flores ou pedras. Os pavilhões que restaram são a cozinha, a lavanderia, o ambulatório, parte dos fornos e uma área para os presos políticos. Num dos pavilhões há uma exposição com objetos, cartas e fotos encontrados no campo.

No pavilhão onde ficavam os presos políticos as celas são individuais. Lá é possível ver vários objetos de tortura, entre eles o quebra-ossos. Segundo nosso guia, não se sabe exatamente como era usado o quebra-ossos, que era feito de concreto. Mas o objetivo dele nem precisa explicar.

Já os outros presos, que dividiam com 6 pessoas um mesmo beliche, trabalhavam nas fábricas da cidade. É, o trabalho liberta.

Na saída, ao invés do ônibus, vá a pé ate a estação. Você estará simulando a Todesmarsch, a caminhada de “libertação” ocorrida em abril de 1945. Derrotado, Hitler manda esvaziar todos os campos e acabar com todas as possíveis testemunhas. Os militares, levam os presos até a floresta para abandoná-los. Muitos debilitados e enfraquecidos morriam no caminho, uma forma fácil e “limpa” de execução.

Será um dia pesado e marcante. Você sairá do campo emocionado e sem energia. Não reserve muitas atividades para depois.

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Sabe aquele City Tour oferecido pelas agências de viagem? Pois eles nunca nos atraíram. Aquele sistema de passar correndo pelos pontos turísticos, ouvir uma descrição superficial e fotografar de dentro do ônibus (isso se você estiver sentado no lado certo) não tem como ser atraente. Em algumas situações pode até ser necessário ou cômodo, mas atraente não é.

Mas em Berlim conhecemos os Walking Tours organizados pela New Europe Tours. Segundo eles, o objetivo  é proporcionar a todos “a oportunidade de participar dos melhores tours possíveis, descobrindo a beleza e as fabulosas histórias que as cidades européias têm a oferecer”.

Mas o que eles têm de diferente? Em primeiro lugar, o tour é gratuito. Você paga no final o quanto você acha que valeu a experiência. Isso faz com que os guias sejam mais dedicados, mais informados e menos robotizados. Em segundo lugar, todos os guias são jovens na faixa dos 25 a 30 anos, que já viveram em muitas capitais européias e tem muito o que contar e compartilhar. Em terceiro lugar, você pode optar  por espanhol ou inglês. Em quarto lugar e não menos importante do que os três primeiros itens, é um intervalo para tomar uma boa cerveja alemã e recuperar o fôlego.

Claro que você não terá uma aula de história profunda. E também não conhecerá toda a cidade, afinal você estará a pé*! Mas você vai se divertir bastante, vai ter a oportunidade de se localizar melhor e entender um pouco mais a cidade e ainda fazer amigos.

Para participar, encontre os guias em frente à Starbucks do Portão de Brandemburgo, às 11 horas. A duração  do passeio é de 3 horas e meia.

Eles oferecem ainda outros 5 tours, que não são gratuitos, mas também não são caros:

– Postdam, a cidade dos palácios (14 para adultos, 12 para estudantes)

– Berlim e o muro, a luta pelo poder (12 para adultos, 10 para estudantes)

– Tercer Reich, a capital nazista (12 para adultos, 10 para estudantes)

– Sachsenhausen, o campo de concentração (14 para adultos, 12 para estudantes)

– Pub Crawl, a noite de Berlim (12 para adultos, 10 para estudantes)

Os últimos dois nós fizemos e contaremos como foi em outro post.

Eles estão presentes em outras cidades como Amsterdam, Dublin, Edimburgo, Hamburgo, Jerusalém, Londres, Madrid, Munique, Paris e Tel Aviv.

* Eles também têm um bike tour gratuito no mesmo horário. O ponto de encontro é na Oranienburgerstrasse. É necessário fazer um depósito de 15 euros pela bike, mas o valor é devolvido no final.

Ah, Berlim! É uma das nossas cidade preferidas. Onde nós moraríamos sem pensar duas vezes.

Quanto mais próximo você estiver do Mitte, mais especificamente entre a Oranienburger Strasse ou Rosa Luxenburg Strasse, melhor. O bairro é moderninho, cheio de bares, pubs e lojas muito bacanas. Se não der para ficar lá, não tem problema, pois o transporte público alemão é um dos melhores que já vimos.

E nossa dica é o hotel design One Berlim. Tem vários pela cidade, sendo que o preço mais caro é 84 euros. Não inclui café-da-manhã, que custa 7,50 euros mas vale muito a pena. Os croissants e geléias são deliciosos. O hotel na verdade é um motel (mas não do tipo que temos no Brasil!). A diferença é que não tem room service. Mas convenhamos, você estará numa cidade incrível e vai fazer suas refeições trancado num quarto??? Claro que não. Então room service é um item totalmente dispensável.

Nós ficamos no One Berlim da Alexanderplatz. Localização mais que perfeita. E o bom é que é você ainda terá a torre como ponto de referência, o que torna impossível se perder: basta olhar para cima!

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Quando o Cirque du Soleil veio para o Brasil, bem que tentamos comprar ingressos. Mas acabamos desistindo por achar os preços abusivos, as taxas de (in)conveniência mais abusivas ainda, o prazo de antecedência de 8 meses injustificável, fora a dificuldade para realizar a compra. Nos rebelamos. Dissemos não ao Cirque du Soleil e à Ticketmaster.

Em julho, quando viajamos para Berlim, pesquisamos na internet quais shows e espetáculos estariam em cartaz na cidade. Para nossa surpresa, o Cirque du Soleil estaria lá com o espetáculo Varekai.

Mas vamos à melhor parte: como compramos e quanto pagamos.

A compra foi efetivada através do site oficial, onde selecionamos 2 lugares privilegiados na primeira fila e preenchemos os dados do cartão de crédito. Pronto. Simples. Rápido. Fácil.

Minutos depois recebemos um email confirmando o pagamento, e um segundo email com nosso e-ticket, que era só imprimir e voilá. Nem autenticar no local foi necessário. Isso com apenas 1 mês de antecedência, sem nenhuma taxa extra.

O texto do primeiro email:

Thank you for buying tickets to Varekai in Berlin. Please review the details of your purchase below.

Please note that you have chosen to receive e-tickets. This means you will receive a second e-mail with your e-tickets attached. Simply open the attachment, print the e-tickets and present them on the date of your performance.

Varekai in Berlin – Friday, July 11, 2008 at 8:00 PM
2 Adult @ 85,00 € = 170,00 € (Tax Included)


Na época o euro estava em aproximadamente R$ 2,55, o que totalizou a compra em R$ 433,00.

Para comparar: um ingresso no Brasil com a mesma localização de assento custava R$275,00 + 20% de taxa de conveniência. Valor para 1 pessoa.

Moral da história: antes de viajar pesquise bem o que estará acontecendo nas cidades que pretende visitar. Oportunidades imperdíveis sempre aparecem, geralmente com preços mais justos do que no Brasil.

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