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Quem nos segue no Twitter, já sabe há algum tempo que a família Inquietos aumentou. Nossa pequena Margot, uma bulldog francês, chegou há pouco mais de dois meses e a logística para viajar agora inclui a decisão sobre o que fazer com a pequena canina. Nada que mude radicalmente a nossa rotina, até mesmo porque não há muitas opções: ou a levamos junto ou a deixamos num hotel para cachorros.

Em 2 meses de convivência, já passamos pelas duas experiências. A mamãe de primeira viagem aqui reuniu abaixo algumas dicas sobre o que fazer nos dois casos.

Levando o cãozinho na viagem

– O primeiríssimo item a conferir para levar a Margot na viagem foi encontrar um hotel que aceitasse cachorros. Fácil. Muitos hotéis aceitam, cada um com suas restrições. Por exemplo, alguns só aceitam cães de pequeno porte, outros não aceitam cachorro no quarto (somente no canil do hotel), outros não permitem que o cão circule nas áreas comuns, outros cobram uma taxa extra, etc. Pergunte sobre todas as restrições ao hotel, para não se decepcionar depois.

– A Pedigree Champ disponibiliza em seu site um link com o Guia 4 Rodas Viagens com seu Cão. Tem várias dicas de viagem e uma lista enorme de bons hotéis. Mas pergunte antes se o hotel realmente ainda aceita cachorros, pois um dos locais que eu escrevi não aceitava mais.

– Vacinas precisam estar em dia, principalmente em viagens de avião. Mas tanto o hotel quanto alguma fiscalização na estrada podem solicitar também. Além disso, você precisa proteger seu cão contra possíveis doenças, certo?

– Não dê comida por pelo menos 6 horas antes da viagem, para evitar enjôos. Nós demos um pouco de Dramin, pois era a primeira viagem da Margot e ficamos com receio que ela enjoasse. No final deu tudo certo e na volta não foi preciso nem o jejum nem o remédio. Ou seja, essa dica depende da familiaridade do cachorro com o carro.

– Leve a ração. Não corra o risco de não encontrar a ração que seu cão está habituado ou ter que ficar procurando pet shops numa cidade desconhecida. Resumindo: não perca tempo com isso!

– Não permita que seu cão estrague nada no hotel. Se ele o fizer, assuma a responsabilidade e pague pelos danos. Só assim hotéis continuarão aceitando cachorros.

– A decisão de levar um cachorro numa viagem ou restaurante depende da educação que ele tem. Se ele não se comporta em casa, não se comportará em lugar nenhum. A Margot por exemplo só faz as necessidades no jornal e nunca ganha comida quando estamos fazendo as refeições. Dessa forma, ela visita vários restaurantes e não incomoda em absolutamente nada, fica deitada embaixo da mesa dormindo.

– Nas viagens de avião é permitido levar cães de até 10kg na cabine, mas há um limite de cães para cada voo. Reserve com antecedência.

– Viagens internacionais requerem o dobro de limitações. Alguns países só aceitam a entrada de cães após 3 meses da aplicação da vacina anti-rábica, outros exigem o microchip de identificação. Informe-se no consulado antes de viajar.

– Para saber hotéis internacionas que aceitam cachorros, vá no Bring Fido.

– Recentemente um decreto estabeleceu que os animais de estimação necessitarão de passaporte. A idéia parece ser ótima, apesar de não haver muitos detalhes sobre como funcionará. Mas parece que o objetivo é contemplar a maior parte das exigências nacionais e internacionais. Imagino que seja como a carteira de vacinação “humana” internacional. Mas preste atenção, quem emitirá esse passaporte é o Ministério da Agricultura e não a Polícia Federal.


Deixando o cãozinho

– Se você mora próximo de seus pais e estes amam cachorros, não há dúvida de onde você deve deixá-los. Mas pense bem antes de fazer isso.  O meu pai ama cachorros, mas tem o dom de deseducar até mesmo o mais educado dos cachorros. Eu sei que a Margot teria muito amor e carinho ficando com ele, mas… será que valeria a pena? A primeira coisa que ele faria, imagino eu, é dar um ossinho no churrasco de domingo enquanto todos ainda estão na mesa almoçando.

– Como meus pais moram longe, tem ainda a opção dos “tios”. Vários já se candidataram, mas será que vale a pena dar esse trabalho aos amigos? Talvez numa viagem curta, sim. Pese bem os prós e contras.

– Existe também a opção de deixar o cão em casa e pagar alguém para cuidá-lo. Eu acho que é a pior opção. O cão ficará sozinho a maior parte do tempo, triste e enclausurado.

– A última alternativa é deixá-lo num hotel para cães. Hoje em dia há muitas opções, por isso os cuidados são muitos. A diária aqui em SP fica entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Alguns tem serviço de transporte.

– Conheça o hotel antes de deixar seu cãozinho. Converse com os criadores sobre a rotina dos cães, verifique como é feita a higiene do local.

– Verifique se eles ficam sempre na gaiola ou se tem algum momento de recreação nao pátio/grama e se vão socializar com outros cães. A Margot ficou num hotel onde a gaiola era só à noite. Durante o dia ela ficava solta no pátio, brincando com outros cães. Óbvio que ela voltou tão cansada, que dormiu praticamente o dia inteiro.

– Nós a deixamos no hotel do adestrador, por dois motivos consideráveis: 1) a familiaridade com ele; 2) ela ganharia treino nos dias em que estivesse lá (ou seja, pagamos a hospedagem e ganhamos também o treino).

– Leve a ração que ele está acostumado a comer e deixe algum objeto familiar, como a cama onde ele costuma dormir. Para ajudar na adaptação, durma com uma camiseta velha por uns 2 dias e peça para colocarem na cama dele antes de dormir. Seu cheiro vai acalmá-lo.

– Renove o remédio anti-pulgas, se necessário.

– Pode ser que ele volte um pouco diferente, talvez “desaprenda” alguns hábitos (como fazer as necessidades somente no jornal).

– Com certeza, ele vai precisar de um bom banho quando voltar.

Finalizando

A decisão sobre o que fazer com o cão durante a viagem deve levar em conta muitos fatores.

– Para onde você vai viajar?

– Vai de carro ou avião?

– Quanto tempo de deslocamento?

– Quantos dias fora?

– Que programas pretende fazer durante a viagem? O cachorro vai atrapalhar muito? Vai ficar muito tempo no hotel?

– Você confia no local onde vai deixá-lo?

Reflita sobre o que é melhor para você e para seu cãozinho.

Eu já decidi: viagens curtas feitas de carro sempre contarão com a presença da Margot. Mas pretendo fazer pelo menos uma viagem internacional para ver como são os trâmites na prática e contar para vocês.

E abaixo, algumas fotinhos da pequena no Hotel Fazenda Itapuá e fazendo uma trilha em Monte Verde/MG.

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