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Com muita frequência recebemos perguntas de leitores aflitos sobre a questão da inadmissão/deportação na Europa. Eu sempre respondo a mesma coisa: peça orientação a uma fonte oficial, leve todos os documentos possíveis e vá tranquilo!  Se você é um turista de FATO não há nada a temer.

Infelizmente, eu que até então só conhecia dois casos de inadmissão, ambos por justa causa, agora conheço um caso onde realmente uma pessoa foi injustiçada, magoada e porque não dizer, humilhada. Participei de todo o drama na época, ajudei a enviar mais e mais documentos para a Espanha, liguei para o Vinicius que estava em Barcelona para ver de que forma ele poderia ajudar de lá. NADA ADIANTOU.

Antes de mostrar o texto que nossa amiga fez ao Inquietos, eu acho importante salientar que eu ainda continuo dando o mesmo conselho do primeiro parágrafo. Pense bem: quantos amigos você conhece que já tiraram férias incríveis na Europa? E quantos foram barrados? Tenho certeza que sua resposta tem mais a ver com finais felizes do que tristes.

Por isso, hoje eu complementaria meu conselho apenas com a seguinte frase: EVITE ENTRAR PELA ESPANHA! E vá tranquilo.

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Barrada em Barajas

Eu estou devendo este post pra Pri faz mais ou menos uns 6 meses. Mas esta semana eu estava assistindo a Copa Davis de Tênis, e vi uma placa com dizeres que me lembraram da promessa quase esquecida: Madrid. Tourism Destination.

Explico: em junho deste ano, eu me uni às estatísticas e fui barrada no aeroporto em Madrid. Eu estava começando minha viagem de férias pela Europa: alguns dias em Madrid, uma bela semana em Barcelona, seguido de um passeio de carro pela costa sul da França onde, no final da viagem, eu me juntaria à dois amigos e colegas de trabalho pra receber um Leão de Ouro em Cannes. Tudo isso não aconteceu – no mesmo dia em que cheguei – entrei num avião de volta ao Brasil.

Cheguei em Madrid ao meio-dia de lá. No primeiro guichê me perguntaram qual o motivo da viagem: turismo. Olharam meu passaporte e me pediram para aguardar. Alguns minutos num banco, vou para uma salinha. Depois de algumas perguntas, fui para uma segunda, essa já fora da área de desembarque, onde aguardei minha entrevista com a polícia espanhola.

E foi mais ou menos assim: eu tinha tudo que poderia precisar na minha viagem. Reserva em albergue, passagem de volta, dinheiro, seguro saúde. Na minha entrevista (só pra mostrar o quão aleatórias são as decisões), a policial me pergunta quanto dinheiro eu tenho: 400 euros em dinheiro, que mostrei pra ela na mesa, 600 euros no Visa Travel Money e mais 3 cartões de crédito internacionais. Ela me volta com outra pergunta: como eu poderia provar quanto dinheiro tem nesse tal Visa? Eu apresento na mesma hora o comprovante de depósito, onde diz: € 600. Pensei, ok, tudo certo, agora vou pra minha trip. E a policial gentilmente me devolve o papel e diz: “Isso está em português, a Polícia Espanhola não tem obrigação de compreender este documento”. E assim, sem razão ou explicação, fui mandada de volta pro Brasil. No mesmo dia, exatas 50 pessoas foram mandadas de volta pros seus países. Todas elas Sul-Americanas.

Claro que tem muita gente que entra lá pra morar e tirar emprego dos espanhóis, mas o critério absurdamente aleatório e possivelmente baseado em metas diárias de pessoas barradas no país também estão estão barrando a entrada valiosa de Euros na Espanha (lembrando que a Espanha foi um dos países da União Européia que mais sofreu com a crise deste ano e é um dos que está com mais dificuldades pra se recuperar). Se querem tornar mais difícil a entrada, que o façam, mas façam direito. Mantenham sempre os mesmos critérios de entrada, exijam sempre os mesmos documentos, e de preferência, peçam que os vistos sejam solicitados ainda no seu país de origem. Isso certamente teria me poupado muita dor de cabeça e uma passagem pra Europa (sim, perdi a passagem que eu tinha comprado).

Não vou nem entrar na questão financeira, pois por mais que doa no bolso, é apenas dinheiro. O pior é a situação em que se é colocado. Uma sala cheia de gente, cadeiras daquelas de plástico, num clima horroroso de gente chorando. Um policial te acompanha até o avião, você entra depois de todo mundo, e isso tudo sem seu passaporte. Ele é entregue num ziploc do policial pro comandante do avião, deste pra uma funcionária da Tam em terra, e desta pra Polícia Federal no aeroporto em Guarulhos. Ou seja, neste meio tempo, você simplesmente não tem identidade.

Vale a pena comentar que assim que cheguei no Brasil fui super bem tratada pela Polícia Federal. Me fizeram várias perguntas dos motivos da minha inadmissão e apenas não se mostraram mais chocados pois parecem ouvir isso todos os dias. Mas foram super atenciosos, me deram documentos do Ministério de Relações Exteriores pra que eu os procurasse e insistisse pra que fosse tomada uma providência em relação à esta situação diplomática com a Espanha. Além disso, pude fazer meu passaporte novo sem pagar nenhum tipo de multa. É inclusive recomendado pela Polícia pra que não se sofra qualquer tipo de preconceito numa nova tentantiva de entrada no país ou na Europa (ser inadmitida é bastante diferente de ser deportada. No segundo caso você não pode entrar em 10 anos no país, e no primeiro pode voltar no dia seguinte caso queira).

Não vou promover nenhum tipo de boicote à Espanha, e ainda tenho muita vontade de voltar pra lá. Mas certamente verei tudo com outros olhos e vou pensar algumas vezes se deixo meus euros.

Ah, pra saberem como terminou minha história, eu acabei passando minhas férias em Ushuaia, numa viagem incrível e que recomendo pra todo mundo. Se a Pri quiser, posso escrever um post sobre essa viagem também, e prometo não levar mais 6 meses pra isso 🙂

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Mari, com certeza queremos um post sobre Ushuaia! Viajar tem a ver com alegria e por isso seria ótimo ter um texto teu por aqui contando sobre todas aquelas paisagens incríveis que você viu.

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No bairro de Gràcia é possível encontrar muitas opções de barzinhos e restaurantes legais para aproveitar a noite. Aqui vão quatro dicas para você curtir!

Tem o Stuzzichin, que fica na Carrer Nil Fabra esquina com Perez Galdós, um bar de italianos muito bacana, onde você pode assistir a um jogo de futebol com os amigos ou curtir música ao vivo. Os shows acontecem no esquema do improvis0, nada de mega-palco ou mega-produção, só descontração. Além disso, das 18h às 21h, eles tem um buffet de tapas que é de graça. Sim, de graça! Você pode comer à vontade e só paga o que beber.

O Tête à Tête, na Torrent de L’Olla 171, é um bar moderninho e tranquilo onde sempre me encontrava com amigos para bater um papo, usar a internet “Free” e tomar uma cerveja depois de uma longa aula sobre diseño sostenible.

Também na Torrent de L’Olla, você encontra o Eeh? um bar-restaurante com boa comida, além de ter uma das melhores Bravas que já comi em Barcelona. Os pratos são preparados pelo chef Oscar Valle Unió, também dono do restaurante.

Tem A Casa Portuguesa, na Carrer de Verdi nº58, que é um lugar mais tranquilo, ótimo para tomar vinho e comer uma tábua de queijos e frios. Nosso amigo Rui, que é português, sempre dá uma passadinha por lá para comer um pastel de Belém e é claro uma Super Bock.

Estávamos quase esquecendo de postar essa dica, mas ainda bem que lembramos a tempo. Desde 2003 rola em Barcelona um festival de cinema chamado Sala Montjuic.  O projeto foi criado por uma associação cultural sem fins lucrativos chamada MODIband e teve inspiração no Festival de Cinéma en Plein Air do Parque de la Villette de Paris (que também está rolando nesse exato momento, se você estiver em Paris não perca).

O Sala Montjuic na verdade não tem sala nenhuma, pois acontece ao ar livre. Os filmes em 35mm são projetados numa das laterais do Castelo de Montjuic todas as segundas, quartas e sextas, somente no verão. A maioria das pessoas faz um picnic enquanto aguarda o filme começar, sempre ao som da música ao vivo que fica rolando. É muito divertido e inusitado,  não deixe de participar.

Para chegar lá, eles disponibilizam transporte gratuito (ao lado da Plaça Espanya). E a entrada do festival custa só 5 euros.

Ah, no site do festival você pode votar em qual filme gostaria de assistir no fechamento do festival!

p.s. Para o picnic, aproveite a dica do post anterior sobre o Mercat da Boqueria.

Essa dica é para o fim de tarde em Barcelona. Após às 18:30 os sucos naturais do Mercat da Boquería caem para a metade do preço. Dois sucos por apenas 1 euro. O mesmo desconto para as porções de frutas picadas. Isso acontece porque se eles não venderem os sucos, terão que jogá-los fora. Então, se você estiver por perto nesse horário, não deixe de provar o suco de kiwi com abacaxi, blueberry com banana, manga com laranja, etc. Uma delícia!

Já dizia Marina Lima, junto com o verão logo surgem as bundinhas de fora. Vide essa dupla flagrada por nossas lentes num passeio próximo ao museu Palau de Mar em Barcelona. O mais inusitado da imagem, no entanto, não é a criativa cuequinha tatuada nem a bunda branquela de fora, mas sim o fato de que a dupla estava totalmente dentro da lei. Sim, existe uma lei na cidade que permite que qualquer um possa andar peladão – desde que não esteja de pés descalços.

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Se você já andou por Barcelona à noite, certamente já conhece Pakito, el Latero e sua famosa cerveza-beer. O que talvez você não conheça ainda é o seu hit de verão. 

Para comer uma boa paella em Barcelona a primeira e principal dica é não comer nas Ramblas. Outro dia uns amigos marcaram um encontro por lá e fomos mesmo assim, mais pela companhia do que pela comida. Por isso temos tanta certeza de que não é bom. Confirmamos a fama ruim. Não arrisque.

Dizem por aí também, que as paellas dos restaurantes em Barceloneta são boas. Esses nós não conferimos, mas um amigo nos indicou o Cherif. Quem tiver relatos está convidado para contar a experiência aqui no blog.

Mas onde comemos uma deliciosa paella foi no Envalira, dica essa roubada do blog da Dri Setti, do Achados. Ela falou tão bem da dita cuja, que ficamos muito curiosos. Inclusive contamos ao garçom que a paella deles tinha fama de ser a melhor, mas ele disse que são boatos que os parentes deles espalham. Conta aí, Dri, você é parente deles e tá escondendo o jogo, é?

Bom, já deu para perceber que os garçons são extremamente simpáticos e querem que você coma bastante, nada de pouca comida no prato. O restaurante é bem simples, mas com a vantagem de não ser um pega-turista. As mesas podem ser compartilhadas, mas isso pode até ser muito divertido.

O preço da paella? Apenas 12 euros.

Tarragona, uma cidade situada ao norte da Península Ibérica, foi construída em uma colina de 82 metros que  funciona como um “forte natural” ao lado do mar mediterrâneo, com suas águas tranquilas e azuis.

Com uma grande quantidade de patrimônio artístico e arquitetônico, foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO, o que faz da cidade um ponto bastante procurados por turistas. Em uma visita de um dia, você pode ver grande parte das construções históricas, pois a maior  parte delas estão muito próximas, como por exemplo o Anfiteatro Romano, Circo Romano, Foro Provicial, a Catedral e outros. Além disso a cidade conta com um importante porto comercial e com o porto Tarraco, um espaço destinado a receber embarcações de luxo.

É uma cidade perfeitamente comunicada e de fácil acesso. Se você está em Barcelona, recomendamos pegar um trem na estação Barcelona Sants (Sants Estació) ou Passeig de Gràcia. Simples, rápido e econômico, pois o ticket custa 11€, ida e volta. A segunda forma de chegar é por avião, mas essa é válida  apenas para quem vem de Madrid ou de outros países. O aeroporto de Reus fica a 7km.

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Miriam Ponsa é uma estilista catalã que tem a moda correndo nas veias. Sua bisavó foi quem iniciou a tradição familiar, através de sua fábrica têxtil, a qual Miriam herdou e reformou, transformando em seu atual atelier.

“El hecho de haber existido aquí una actividad textil durante años hace del ambiente algo más que un simple lugar de trabajo, es un espacio teñido de elementos relacionados con el sector textil que nos acerca de una manera irremediable”.

Anteriomente focada em vender suas criações para lojas multimarcas, Miriam acaba de lançar sua primeira loja própria em Barcelona, no descolado bairro Born. Lá você encontrará suas criações, com linhas sóbrias e elegantes além de estampas exclusivas.

Em 12 de junho de 1897, um animador chamado Pere Romeu, inaugurou em Barcelona um restaurante inspirado no ambiente do cabaré onde trabalhava em Paris, o famoso Le Chat Noir.  O edifício escolhido para acolher o restaurante, era nada mais, nada menos, que uma obra de Puig i Cadafalch. O restaurante se tornou ponto de encontro da boemia e foi lá que Picasso fez sua primeira exposição, colocando o restaurante definitivamente na história e no imaginário de Barcelona. Outro frequentador famoso do restaurante era Gaudí.

Poucos anos depois o 4Gats quebrou e foi reaberto novamente em 1970, numa jogada de mestre. O restaurante “centenário” é um dos mais disputados na cidade, principalmente pelos turistas, ávidos por fazer uma pequena viagem no túnel do tempo.

A decoração é muito interessante e vale a pena conhecer. No almoço o preço é fixo (12€) e você pode escolher uma das quatro opções de entrada, prato principal e sobremesa. Inclui pão, água e vinho à vontade. A comida é gostosa, mas chegou na nossa mesa um pouco fria. O atendimento não mereceu gorjetas.

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