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Com muita frequência recebemos perguntas de leitores aflitos sobre a questão da inadmissão/deportação na Europa. Eu sempre respondo a mesma coisa: peça orientação a uma fonte oficial, leve todos os documentos possíveis e vá tranquilo!  Se você é um turista de FATO não há nada a temer.

Infelizmente, eu que até então só conhecia dois casos de inadmissão, ambos por justa causa, agora conheço um caso onde realmente uma pessoa foi injustiçada, magoada e porque não dizer, humilhada. Participei de todo o drama na época, ajudei a enviar mais e mais documentos para a Espanha, liguei para o Vinicius que estava em Barcelona para ver de que forma ele poderia ajudar de lá. NADA ADIANTOU.

Antes de mostrar o texto que nossa amiga fez ao Inquietos, eu acho importante salientar que eu ainda continuo dando o mesmo conselho do primeiro parágrafo. Pense bem: quantos amigos você conhece que já tiraram férias incríveis na Europa? E quantos foram barrados? Tenho certeza que sua resposta tem mais a ver com finais felizes do que tristes.

Por isso, hoje eu complementaria meu conselho apenas com a seguinte frase: EVITE ENTRAR PELA ESPANHA! E vá tranquilo.

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Barrada em Barajas

Eu estou devendo este post pra Pri faz mais ou menos uns 6 meses. Mas esta semana eu estava assistindo a Copa Davis de Tênis, e vi uma placa com dizeres que me lembraram da promessa quase esquecida: Madrid. Tourism Destination.

Explico: em junho deste ano, eu me uni às estatísticas e fui barrada no aeroporto em Madrid. Eu estava começando minha viagem de férias pela Europa: alguns dias em Madrid, uma bela semana em Barcelona, seguido de um passeio de carro pela costa sul da França onde, no final da viagem, eu me juntaria à dois amigos e colegas de trabalho pra receber um Leão de Ouro em Cannes. Tudo isso não aconteceu – no mesmo dia em que cheguei – entrei num avião de volta ao Brasil.

Cheguei em Madrid ao meio-dia de lá. No primeiro guichê me perguntaram qual o motivo da viagem: turismo. Olharam meu passaporte e me pediram para aguardar. Alguns minutos num banco, vou para uma salinha. Depois de algumas perguntas, fui para uma segunda, essa já fora da área de desembarque, onde aguardei minha entrevista com a polícia espanhola.

E foi mais ou menos assim: eu tinha tudo que poderia precisar na minha viagem. Reserva em albergue, passagem de volta, dinheiro, seguro saúde. Na minha entrevista (só pra mostrar o quão aleatórias são as decisões), a policial me pergunta quanto dinheiro eu tenho: 400 euros em dinheiro, que mostrei pra ela na mesa, 600 euros no Visa Travel Money e mais 3 cartões de crédito internacionais. Ela me volta com outra pergunta: como eu poderia provar quanto dinheiro tem nesse tal Visa? Eu apresento na mesma hora o comprovante de depósito, onde diz: € 600. Pensei, ok, tudo certo, agora vou pra minha trip. E a policial gentilmente me devolve o papel e diz: “Isso está em português, a Polícia Espanhola não tem obrigação de compreender este documento”. E assim, sem razão ou explicação, fui mandada de volta pro Brasil. No mesmo dia, exatas 50 pessoas foram mandadas de volta pros seus países. Todas elas Sul-Americanas.

Claro que tem muita gente que entra lá pra morar e tirar emprego dos espanhóis, mas o critério absurdamente aleatório e possivelmente baseado em metas diárias de pessoas barradas no país também estão estão barrando a entrada valiosa de Euros na Espanha (lembrando que a Espanha foi um dos países da União Européia que mais sofreu com a crise deste ano e é um dos que está com mais dificuldades pra se recuperar). Se querem tornar mais difícil a entrada, que o façam, mas façam direito. Mantenham sempre os mesmos critérios de entrada, exijam sempre os mesmos documentos, e de preferência, peçam que os vistos sejam solicitados ainda no seu país de origem. Isso certamente teria me poupado muita dor de cabeça e uma passagem pra Europa (sim, perdi a passagem que eu tinha comprado).

Não vou nem entrar na questão financeira, pois por mais que doa no bolso, é apenas dinheiro. O pior é a situação em que se é colocado. Uma sala cheia de gente, cadeiras daquelas de plástico, num clima horroroso de gente chorando. Um policial te acompanha até o avião, você entra depois de todo mundo, e isso tudo sem seu passaporte. Ele é entregue num ziploc do policial pro comandante do avião, deste pra uma funcionária da Tam em terra, e desta pra Polícia Federal no aeroporto em Guarulhos. Ou seja, neste meio tempo, você simplesmente não tem identidade.

Vale a pena comentar que assim que cheguei no Brasil fui super bem tratada pela Polícia Federal. Me fizeram várias perguntas dos motivos da minha inadmissão e apenas não se mostraram mais chocados pois parecem ouvir isso todos os dias. Mas foram super atenciosos, me deram documentos do Ministério de Relações Exteriores pra que eu os procurasse e insistisse pra que fosse tomada uma providência em relação à esta situação diplomática com a Espanha. Além disso, pude fazer meu passaporte novo sem pagar nenhum tipo de multa. É inclusive recomendado pela Polícia pra que não se sofra qualquer tipo de preconceito numa nova tentantiva de entrada no país ou na Europa (ser inadmitida é bastante diferente de ser deportada. No segundo caso você não pode entrar em 10 anos no país, e no primeiro pode voltar no dia seguinte caso queira).

Não vou promover nenhum tipo de boicote à Espanha, e ainda tenho muita vontade de voltar pra lá. Mas certamente verei tudo com outros olhos e vou pensar algumas vezes se deixo meus euros.

Ah, pra saberem como terminou minha história, eu acabei passando minhas férias em Ushuaia, numa viagem incrível e que recomendo pra todo mundo. Se a Pri quiser, posso escrever um post sobre essa viagem também, e prometo não levar mais 6 meses pra isso 🙂

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Mari, com certeza queremos um post sobre Ushuaia! Viajar tem a ver com alegria e por isso seria ótimo ter um texto teu por aqui contando sobre todas aquelas paisagens incríveis que você viu.

No bairro de Gràcia é possível encontrar muitas opções de barzinhos e restaurantes legais para aproveitar a noite. Aqui vão quatro dicas para você curtir!

Tem o Stuzzichin, que fica na Carrer Nil Fabra esquina com Perez Galdós, um bar de italianos muito bacana, onde você pode assistir a um jogo de futebol com os amigos ou curtir música ao vivo. Os shows acontecem no esquema do improvis0, nada de mega-palco ou mega-produção, só descontração. Além disso, das 18h às 21h, eles tem um buffet de tapas que é de graça. Sim, de graça! Você pode comer à vontade e só paga o que beber.

O Tête à Tête, na Torrent de L’Olla 171, é um bar moderninho e tranquilo onde sempre me encontrava com amigos para bater um papo, usar a internet “Free” e tomar uma cerveja depois de uma longa aula sobre diseño sostenible.

Também na Torrent de L’Olla, você encontra o Eeh? um bar-restaurante com boa comida, além de ter uma das melhores Bravas que já comi em Barcelona. Os pratos são preparados pelo chef Oscar Valle Unió, também dono do restaurante.

Tem A Casa Portuguesa, na Carrer de Verdi nº58, que é um lugar mais tranquilo, ótimo para tomar vinho e comer uma tábua de queijos e frios. Nosso amigo Rui, que é português, sempre dá uma passadinha por lá para comer um pastel de Belém e é claro uma Super Bock.

Ontem descobrimos o Animoto, um site que faz vídeos com efeitos especiais a partir de imagens selecionadas de seu computador. Perfeito para criar um vídeo de fotos de suas viagens.

É bem fácil de usar. Basta escolher as imagens, fazer o upload, colocar na ordem desejada, escrever títulos (opcional) e escolher a trilha (o site tem uma pré-seleção ou você pode fazer upload de seu computador também). A animação do vídeo é automática e demora só alguns minutos.

Os vídeos de 30 segundos são gratuitos e os vídeos mais longos custam U$3,00 (um único vídeo) ou U$30,00 (ilimitado por 1 ano).

É um programa ótimo para quem não tem a mínima noção de edição de vídeos já que o software faz quase tudo sozinho. As imagens perdem um pouco a qualidade e me parece que as vezes tem efeitos em excesso, mas ainda assim, é uma boa ferramenta. Confira o vídeo que fizemos de nosso passeio por Jungfraujoch, o topo da Europa.

Abaixo segue alguns restaurantes que indicamos.

PortugValia: já foi apenas uma cervejaria e atualmente é também um restaurante. É bastante tradicional e tem em vários pontos da cidade, mas a original fica na Almirante Reis. Comida boa e rápida, cerveja gelada.

Alfaia: restaurante no bairro Alto, que pertence a mesma família desde o século XIX. Especializado em cozinha portuguesa, é pequeno e aconchegante (como a maioria dos restaurantes do bairro).

Bica do Sapato: esse nós acabamos não indo, mas foi muito bem recomendado. Cozinha contemporânea e exposições de arte.

Pavilhão Chinês: misto de antiquário e bar, o local é no mínimo curioso. Não serve jantar, apenas lanches. Vale mais pelo local em si do que pela comida.

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Em Portugal é habitual servir couvert nos restaurantes. Porém, o valor cobrado não é por pessoa como no Brasil, mas sim por item consumido. Em geral é oferecido pão, queijos, manteiga, azeitonas. Assim, se você comer pão mas não comer azeitonas, serão cobradas somente as azeitonas e assim por diante. Os preços de cada item estão discriminados no cardápio.

Em um post anterior, citamos rapidamente a Via Algarviana, um dos projetos desenvolvidos pela Almargem, uma associação que tem por objetivo “o estudo e divulgação dos valores mais significativos do património natural, histórico e cultural do Algarve; a defesa intransigente desses mesmos valores e a apresentação de propostas concretas para a sua recuperação e valorização; a promoção de actividades que visem um desenvolvimento local integrado e respeitador da natureza”. E agora vamos falar um pouco mais detalhadamente sobre o projeto.

A Via Algarviana

A Via Algarviana é um percurso que pode ser percorrido a pé, de bicicleta ou à cavalo pelo interior do Algarve. São 300km divididos em 14 setores. Ou seja, é para quem gosta de se aventurar mesmo, que curte uma viagem roots, tem resistência e boa forma física. Para orientar os aventureiros, foi criado um guia que pode ser adquirido em qualquer centro turístico da região ou pode ser enviado em PDF para seu email.

Por que achamos o projeto tão bacana?

  • Porque promove a economia local;
  • Porque convida os turistas a conhecerem o interior do Algarve  e não somente a costa litorânea;
  • Porque desperta o contato direto com a população e a história local;
  • Porque estimula o contato e o respeito à natureza.

O Guia

Para solicitar o guia é só escrever para o João Ministro (jministro@almargem.org.). São 51 páginas, muito bem organizadas e com fotos inspiradoras. O guia de divide da seguinte maneira:

  1. Introdução: relato do objetivo do projeto e do guia
  2. Mapa do percurso
  3. Sinalização: explica o significa das placas distribuídas ao longo do caminho
  4. Recomendações gerais
  5. Setores: todos os setores iniciam com um pequeno resumo técnico, conforme imagem abaixo.

Para cada setor é indicado ainda os atrativos locais, divididos da seguinte forma:

  • Patrimônio Histórico, Arquitetônico e Religioso;
  • Natureza
  • Artesanato
  • Recreio e Lazer
  • Locais de descanso e apoio
  • Eventos Culturais

E ainda um capítulo com contatos: lista de alojamentos, restaurantes e contatos gerais

Mesmo que você não esteja disposto a percorrer 300km a pé, vale a pena solicitar o guia e visitar alguns setores, ainda que de carro mesmo.

– Para se hospedar não há muita dificuldade pois sempre tem quartos livres, mesmo que você não tenha feito nenhuma reserva. Porém não seja muito exigente, a maioria dos hotéis são beeeem simples e custam em torno de 60 euros.

– Lembre-se que muitas praias são bem pequenas, algumas apenas residenciais.

– É muito comum encontrar apart-hotel. Custam também em torno de 60 euros, mas não tem café da manhã e outros confortos. Só valem a pena para estadias mais longas e para quem não se importa com simplicidade.

– Há campings por todas as partes, uma maneira econômica de viajar.

– Para quem quer luxo e conforto, há muitos resorts na região.

– Internet em hotel é item raro. Nós recorremos aos Mc Donald’s que encontramos pelo caminho. Mas como ninguém consegue comer Big Mac todos os dias, logo descobrimos que a senha da internet é a mesmo em todos os restaurantes. Resumindo: muitas vezes encostávamos no estacionamento e usávamos o sinal, na maior cara-de-pau.

– Na estrada é possível encontrar algumas casas de artesanatos com preços bem mais em conta e artigos muito mais bonitos do que nas regiões mais movimentadas. Onde compramos alguns itens e tivemos atendimento ótimo foi na Casa Algarve (o endereço consta apenas como: Alqueives – Porches – Lagoa; fone + 351 282 352 682).

– Evite as auto-estradas e você evitará os pedágios. E ainda vai encontrar paisagens muito mais interessantes.

– As estradas são bem sinalizadas, mas vale a pena ter a ajuda de um GPS.

– Viaje com calma e vá parando de praia em praia até encontrar a sua preferida.

– Se possível, leve guarda-sol pois nem todas praias disponibilizam.

– Coma muita sardinha na brasa! Uma delícia.

– No nosso flickr tem muitas outras fotos além das que postamos aqui no blog.

– O Telegraph londrino e o NY Times também dão dicas..

PONTO O: Praia da Marinha

Desde que eu vi uma foto dessa praia, minha curiosidade por conhecer o Algarve triplicou. Eu poderia dizer que fui para o Algarve principalmente para ver esse lugar, que não saiu mais da minha cabeça. Desejo realizado, chegamos no paraíso, ops, na praia da Marinha. Cena de cinema. Água do Caribe. Temperatura da água do Alaska. Incrível. Inesquecível. Praia para ver e não para descrever.

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PONTO P: Praia da Galé

A praia da Galé (não é a mesma do outro post, apesar do nome ser o mesmo) é muito similar a outras praias que já descrevemos aqui, porém não precisa descer escadarias para chegar até o mar.  Nada de especial a comentar.

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PONTO Q: Praia Manuel Lourenço

Outra pequena praia, muito similar a Galé, porém menor ainda. Faz parte do projeto Bandeira Azul, um programa de educacão ambiental. Simpatizamos bastante com o local.

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PONTO R: Praia do Castelo

Também similar, porém com falésias e escadarias.

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PONTO S: Faro

Chegamos ao Faro no final do dia, já muito cansados. Não exploramos muito o local, não fizemos muitas fotos.

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E foi o fim da nossa viagem para o Algarve! No mesmo dia retornamos para a praia da Galé (a primeira), onde dormimos e passamos o dia seguinte. O saldo da viagem foi muito positivo. Praias lindas, muita natureza, estradas tranquilas.

PONTO J: Fortaleza de Sagres

Chegando em Sagres fomos diretamente até a Fortaleza de Sagres. Para entrar é preciso pagar uma entrada baratinha (não lembramos mais o valor, mas era bem pouco). A entrada se dá através do Portão Monumental. Da Fortaleza e possível avistar o Cabo de São Vicente e a imensidão do oceano. Ficamos imaginando quantos navios por ali passaram a descobrir novos mundos.

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PONTO K: Praia da Luz

Em Lagos tentamos ir até a praia da Luz, uma praia com mais estrutura, ou seja, cadeiras, quiosque e outros confortos, sem escadarias mas também sem falésias. Mas o estacionamento estava cheio e ainda por cima era pago. A partir desse trecho, as praias começam a ganhar água mais azul e cristalina. Decidimos seguir adiante.

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PONTO L: Praia da Batata e Praia dos Estudantes

A praia da Batata é maior e mais agitada. A praia dos Estudantes se divide em duas, sendo que para chegar na segunda parte é preciso atravessar uma abertura numa rocha dentro da água. Mas a dificuldade da travessia é zero pois a água bate na altura dos joelhos.  E vale a pena pois é uma praia tão pequena que poucas pessoas ficam ali. O topless predomina, pois as falésias fornecem bastante privacidade.  A água tem tonalidades de azul e verde – mas infelizmente é muito, mas muito gelada.

A praia da Batata e a dos Estudantes são praticamente a mesma praia, na verdade, é só eleger se você vai descer as escadas da direita ou da esquerda. Por isso não criamos títulos separados para elas. Na parte de cima tem estacionamento e restaurante. Nós adoramos o local, que ficou sendo um de nossos preferidos. Ao mesmo tempo que tem estrutura é muito tranquila. Ficamos a tarde toda por lá.

Almoçamos num restaurante com vista panorâmica para as duas praias, chamado Café do Mar. Fica próximo ao estacionamento e às escadarias para ambas as praias.

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PONTO M: Praia da Rocha

A praia da Rocha fica em Portimão e é uma das maiores que conhecemos na região. Realmente é muito extensa e com muita infra-estrutura. Numa das pontas tinha brinquedos dentro d’água para crianças, quadras de esportes e  esportes aquáticos. Caminhando para o lado oposto, a praia vai ficando menos agitada, porém em toda a extensão é possível achar restaurantes e locais para estacionar. A cidade é grande e super agitada, com vida noturna até mesmo nas segundas-feiras. Conta vários hotéis, dos mais variados preços.

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PONTO N: Carvoeiro

Praia pequena mas agitada, com muitas residências ao seu redor. Lá almoçamos numa restaurante charmoso e muito gostoso, chamado O Boteco, de cozinha tradicional portuguesa. Fica na praia do Paraíso.

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PONTO F: Zambujeira do Mar

Zambujeira nos pareceu uma cidade muito agradável, nem pequena demais, nem grande demais, com um tamanho ideal para ter umas férias tranquilas sem ficar totalmente isolado. As casas são em sua maioria brancas com janelas emolduradas de amarelo ou azul. A praça principal estava toda decorada para as festas de Santo Antônio. A igrejinha nos lembrou muito Santorini.

A extensão da praia é toda cercada por falésias, um visual que viria a se repetir em outras praias pelo caminho. Pelo tamanho das pessoas na foto, percebe-se claramente a altura em que estávamos. Para chegar lá embaixo é preciso enfrentar muitos degraus, mas toda a estrutura dos caminhos e descidas estavam novos e muito bem conservados.

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PONTO G: Azenha do Mar

Saímos de Zambujeira já ao entardecer e queríamos fotografar o pôr-do-sol em outra praia, por isso o próximo destino foi escolhido totalmente ao acaso. E foi assim que conhecemos a pequena Azenha do Mar. O cenário era muito similar ao de Zambujeira, porém era bem menor e nos pareceu que era uma cidade de pescadores, inclusive com um pequeno porto de pesca, sem nenhuma estrutura para turistas.  E o pôr-do-sol foi lindíssimo.

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PONTO H: Miradouro de Cordoama

Nesse ponto da viagem, foi onde vimos outro pôr-do-sol e onde você percebe que não estamos contando nossa rota na ordem cronológica dos acontecimentos. Hehehe. Não chegamos a conhecer Cordoama em si, apenas o Miradouro. O cenário também era de falésias muito altas. A luz estava espetacular e fizemos algumas fotos muito bacanas.

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p.s. Próximo à Cordoama tem uma praia chamada Arrifama, que nós acabamos não conhecendo mas nosso amigo disse que era uma das mais bonitas da Costa Vicentina. O problema é que ele nos avisou isso DEPOIS que já havíamos voltado de viagem. Então, se alguém for até lá, volte por favor para nos contar o que perdemos!

PONTO I: Cabo de São Vicente

Entramos na região de Sagres, que foi uma das mais bonitas da Costa Vicentina. O Cabo de São Vicente é considerado o ponto mais ocidental da Europa e dizem que de lá é possível avistar o trânsito de navios transatlânticos. Nele há um farol vermelho datado de 1846. O cenário belíssimo, rodeado por paredões de rocha avermelhados, atrai muitas pessoas para assistir ao pôr-do-sol.

É também no Cabo de São Vicente que se inicia (ou termina?) a rota da Via Algarviana, uma rota pedestre de 300km que percorre o interior do Algarve. O projeto é desenvolvido pelo Almargem e tem como objetivo promover o crescimento do interior algarviano de maneira sustentável, valorizando e transmitindo os aspectos naturais e culturais da região.

Uma pena que não conhecemos o projeto antes de nossa viagem, pois deve ser interessantíssimo! Aliás, esse projeto merece um super post de destaque. São 14 setores percorridos, trilhas de variados níveis de dificuldade e muito, muito contato com a natureza e a população local. O guia em pdf  pode ser solicitado através do email jministro@almargem.org.

p.s. É nesses momentos que bate aquele arrependimento por não ter feito uma pesquisa mais aprofundada antes da viagem.

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Após alguns dias em Lisboa, partimos em direcão ao sul de Portugal, percorrendo a Costa Vicentina e o Algarve. Visitamos praias lindas, assistimos a pores-do-sol coloridos e comemos muita sardinha na brasa. Foi uma viagem extremamente agradável, cheia de paisagens espetaculares. Contaremos os detalhes dessa experiência numa série de posts ao longo da semana.

As Ferramentas da Viagem

1 Fiat Punto com kilometragem livre

1 GPS

1 mapa convencional, ou seja, um mapa impresso. Sim, eles ainda existem e são fundamentais naqueles momentos que o GPS fica burro.

1 notebook para pesquisar hotéis, praias, etc

e muito protetor solar

A Rota

Abaixo, segue uma simulação da rota percorrida. Não viajamos exatamente nessa ordem que aparece, mas para facilitar a visualização e também a narrativa, optamos por mostrar o percurso seguindo uma linearidade. O critério de escolha das praias e cidades foi a partir de algumas indicações de nosso amigo Rui e algumas outras praias sorteadas ao acaso.

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PONTO B: Setúbal

O primeiro ponto da viagem foi Setúbal, que fica a 32km de Lisboa. É conhecida como cidade-dormitório, pois muitas pessoas estudam e trabalham em Lisboa, retornando a Setúbal apenas para dormir. Não tem muitos atrativos, mas  a Serra da Arrábida e algumas praias valem a visita.

Conhecemos duas praias, sendo uma delas a praia da Figueirinha.  Grande e bastante frequentada, tem  uma boa infra-estrutura, como estacionamento, restaurantes e esportes aquáticos. Como preferimos praias pequenas, ficamos ali tempo suficiente para fazer algumas fotos.

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Depois fomos para a praia de Galapinhos, essa sim uma praia a nosso gosto. Fica escondidinha na estrada e para chegar lá é preciso descer uma trilha tranquila, de dificuldade zero.  Nós a achamos com facilidade porque  fomos com amigos de Setúbal, mas não sabemos o quanto pode ser difícil para alguém que não conhece a região encontrá-la, pois vimos poucas placas sinalizando o local. Mas o que importa é que é uma praia tranquila, com apenas um bar de apoio, mar muito azul e águas calmas.

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PONTO C: Praia da Galé

No segundo dia partimos rumo a praia da Galé, onde ficaríamos por uns 4 dias de muito descanso e tranquilidade. A praia é tão pequena que tem apenas um pequeno condomínio de casas e um camping. E muita paz. Nada de amontoado de gente, guarda-sóis na areia, vendedores ambulantes.

Por falar em camping, Portugal deve ser o país com maior número de campings do mundo. Não vimos 1 nem 2, mas sim dezenas deles, sem exagero. Fica a dica para os mochileiros, que não encontrarão dificuldades de se hospedar por preços baixos.

A praia da Galé nos daria um prévia das muitas praias que encontraríamos pelo caminho: falésias, muita natureza, mas também muitos degraus para chegar até o mar.

Descobriríamos mais tarde, que a praia da Galé tem uma coloração avermelhada e formação sinuosa única, totalmente diferenciada das outras praias que veríamos.

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PONTO D: Sines

Passamos rapidamente por Sines, cidade natal de Vasco da Gama. O objetivo da visita era somente alugar um carro até então estávamos de carona com o Rui, que não seguiu viagem com a gente. Lá ficamos apenas tempo suficiente para pegar o carro.  No caminho fizemos uma foto de uma das praias, que não tinha lá muito charme.

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PONTO E: Ilha do Pessegueiro

A ilha do Pessegueiro fica na freguesia de Porto Covo e  também é uma praia tranquila com uma faixa de areia relativamente extensa. Ao longe, na Ilha, é possível avistar o forte.

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Mas é a estrada para a Ilha que merece um destaque. Muitos campos, cobertos de feno, que ganhavam uma tonalidade dourada do sol. Só faltou um espantalho para completar a cena de filme.

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E mais adiante, uma enorme e incrível plantação de girassóis. Tá vendo a ponte lá atrás? Pois tinha girassóis até lá. E o campo era umas 4 vezes mais largo do que a lente da câmera conseguiu captar. Impossivel não parar o carro para fotografar.

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