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Abaixo segue alguns restaurantes que indicamos.

PortugValia: já foi apenas uma cervejaria e atualmente é também um restaurante. É bastante tradicional e tem em vários pontos da cidade, mas a original fica na Almirante Reis. Comida boa e rápida, cerveja gelada.

Alfaia: restaurante no bairro Alto, que pertence a mesma família desde o século XIX. Especializado em cozinha portuguesa, é pequeno e aconchegante (como a maioria dos restaurantes do bairro).

Bica do Sapato: esse nós acabamos não indo, mas foi muito bem recomendado. Cozinha contemporânea e exposições de arte.

Pavilhão Chinês: misto de antiquário e bar, o local é no mínimo curioso. Não serve jantar, apenas lanches. Vale mais pelo local em si do que pela comida.

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Em Portugal é habitual servir couvert nos restaurantes. Porém, o valor cobrado não é por pessoa como no Brasil, mas sim por item consumido. Em geral é oferecido pão, queijos, manteiga, azeitonas. Assim, se você comer pão mas não comer azeitonas, serão cobradas somente as azeitonas e assim por diante. Os preços de cada item estão discriminados no cardápio.

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Após alguns dias em Lisboa, partimos em direcão ao sul de Portugal, percorrendo a Costa Vicentina e o Algarve. Visitamos praias lindas, assistimos a pores-do-sol coloridos e comemos muita sardinha na brasa. Foi uma viagem extremamente agradável, cheia de paisagens espetaculares. Contaremos os detalhes dessa experiência numa série de posts ao longo da semana.

As Ferramentas da Viagem

1 Fiat Punto com kilometragem livre

1 GPS

1 mapa convencional, ou seja, um mapa impresso. Sim, eles ainda existem e são fundamentais naqueles momentos que o GPS fica burro.

1 notebook para pesquisar hotéis, praias, etc

e muito protetor solar

A Rota

Abaixo, segue uma simulação da rota percorrida. Não viajamos exatamente nessa ordem que aparece, mas para facilitar a visualização e também a narrativa, optamos por mostrar o percurso seguindo uma linearidade. O critério de escolha das praias e cidades foi a partir de algumas indicações de nosso amigo Rui e algumas outras praias sorteadas ao acaso.

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PONTO B: Setúbal

O primeiro ponto da viagem foi Setúbal, que fica a 32km de Lisboa. É conhecida como cidade-dormitório, pois muitas pessoas estudam e trabalham em Lisboa, retornando a Setúbal apenas para dormir. Não tem muitos atrativos, mas  a Serra da Arrábida e algumas praias valem a visita.

Conhecemos duas praias, sendo uma delas a praia da Figueirinha.  Grande e bastante frequentada, tem  uma boa infra-estrutura, como estacionamento, restaurantes e esportes aquáticos. Como preferimos praias pequenas, ficamos ali tempo suficiente para fazer algumas fotos.

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Depois fomos para a praia de Galapinhos, essa sim uma praia a nosso gosto. Fica escondidinha na estrada e para chegar lá é preciso descer uma trilha tranquila, de dificuldade zero.  Nós a achamos com facilidade porque  fomos com amigos de Setúbal, mas não sabemos o quanto pode ser difícil para alguém que não conhece a região encontrá-la, pois vimos poucas placas sinalizando o local. Mas o que importa é que é uma praia tranquila, com apenas um bar de apoio, mar muito azul e águas calmas.

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PONTO C: Praia da Galé

No segundo dia partimos rumo a praia da Galé, onde ficaríamos por uns 4 dias de muito descanso e tranquilidade. A praia é tão pequena que tem apenas um pequeno condomínio de casas e um camping. E muita paz. Nada de amontoado de gente, guarda-sóis na areia, vendedores ambulantes.

Por falar em camping, Portugal deve ser o país com maior número de campings do mundo. Não vimos 1 nem 2, mas sim dezenas deles, sem exagero. Fica a dica para os mochileiros, que não encontrarão dificuldades de se hospedar por preços baixos.

A praia da Galé nos daria um prévia das muitas praias que encontraríamos pelo caminho: falésias, muita natureza, mas também muitos degraus para chegar até o mar.

Descobriríamos mais tarde, que a praia da Galé tem uma coloração avermelhada e formação sinuosa única, totalmente diferenciada das outras praias que veríamos.

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PONTO D: Sines

Passamos rapidamente por Sines, cidade natal de Vasco da Gama. O objetivo da visita era somente alugar um carro até então estávamos de carona com o Rui, que não seguiu viagem com a gente. Lá ficamos apenas tempo suficiente para pegar o carro.  No caminho fizemos uma foto de uma das praias, que não tinha lá muito charme.

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PONTO E: Ilha do Pessegueiro

A ilha do Pessegueiro fica na freguesia de Porto Covo e  também é uma praia tranquila com uma faixa de areia relativamente extensa. Ao longe, na Ilha, é possível avistar o forte.

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Mas é a estrada para a Ilha que merece um destaque. Muitos campos, cobertos de feno, que ganhavam uma tonalidade dourada do sol. Só faltou um espantalho para completar a cena de filme.

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E mais adiante, uma enorme e incrível plantação de girassóis. Tá vendo a ponte lá atrás? Pois tinha girassóis até lá. E o campo era umas 4 vezes mais largo do que a lente da câmera conseguiu captar. Impossivel não parar o carro para fotografar.

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Lisboa tem o preço médio de hotéis bem em conta se comparado com outras capitais européias. Aliás, quase tudo é mais em conta na cidade. Por isso, para se hospedar é possível conseguir um hotel bom, novo e bem localizado pagando no máximo 65 euros. A melhor localização é nos arredores dos bairros Alto/Baixa/Chiado, pois é onde você mais irá circular.

O primeiro hotel que ficamos foi o Hotel Lutecia. É um grande hotel executivo, feio por fora mas recém-reformado por dentro e com café da manhã bom. Fica próximo ao aeroporto, mas longe dos bairros citados acima.

O segundo hotel foi o Inn Fashion Residence. Apesar do nome brega, o pequeno hotel de apenas 6 quartos vale a pena. Localizado num prédio antigo, não tem nenhuma placa de fácil visualização, por isso é importante anotar bem o endereço antes de chegar lá pela primeira vez.

Mas não se assuste, pois o hotel fica muito bem posicionado – perto das estações de metrô Restauradores e Rossio e também do boêmio bairro Alto. Os quartos são pequenos mas novos, moderninhos e ainda com banheira de hidromassagem.

O café da manhã é na “pastelaria” da esquina. O que parece um inconveniente, acaba sendo um deliciosa surpresa. O suco é natural “de verdade”. Quer pastel de Belém? Tem. Quer torrada? Tem. Quer um muffin? Tem. E para melhorar ainda mais: o café é servido até o meio-dia. Quer dizer, dá para curtir a noite no bairro Alto, dormir até tarde e ainda tomar um ótimo café para repor as energias.

Eu disse que valia a pena, não disse?

Bom, essas são nossas dicas. Se alguém mais quiser contribuir, sinta-se à vontade!

Essa sementinha amarela, rica em fibras, nós conhecemos em Lisboa.

O  truque é “trincar” o grão com os dentes e remover a casca. Fica bem com uma cervejinha gelada.

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[Crônicas de Viagem]

Em Portugal encontramos alguns bons amigos, dentre eles o Rui. Boêmio nato, o primeiro local que nos apresentou foi um bar no bairro Alto em Lisboa com a cerveja mais barata do bairro. Posteriormente, já na cidade de Setúbal, Rui nos apresentou para sua família, e com certeza essa foi uma das melhores experiências de nossa viagem.

Na primeira noite em sua casa, nos ofereceram um jantar delicioso: caldo verde de entrada, pão, vinho e queijo. Para o prato principal, carne de porco à alentejana. No outro dia, partimos rumo a casa de veraneio da família na praia da Galé. No domingo, um típico almoço, com sardinhas assadas na brasa, salada, pão e queijo. E nos dias seguintes, passeios e jantares igualmente deliciosos.

Deram aula de hospitalidade, nos tratando com carinho e atenção, de tal forma que nos sentimos em casa. E o mais gostoso de tudo, era nítido que o faziam de maneira genuína e sincera, pelo simples prazer de receber bem. Uma família que sabe bem o significado da palavra “acolher”.

E foi num passeio de carro, ouvindo a coletânea de cd’s da Amália Rodrigues que ganhamos do pai do Rui, que ouvimos uma música que descreve tão bem esta família e o povo português.

UMA CASA PORTUGUESA

Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co’a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo,
mais o sol da primavera…
uma promessa de beijos…
dois braços à minha espera…
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho.
e a cortina da janela é o luar,
mais o sol que bate nela…
Basta pouco, poucochinho p’ra alegrar
uma existência singela…
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tigela.

Geralmente não costumamos indicar museus aqui no Inquietos. Primeiro porque vários guias tradicionais já fazem o descritivo de cada um, segundo porque um museu pode fazer muito sentido para uma pessoa e nenhum sentido para outra, ou seja, é uma escolha muito pessoal.

Dessa vez quebraremos a regra para falar sobre o Museu Nacional do Azulejo.

O museu já começa a valer a pena pelo edifício onde está situado, o antigo Convento de Madre de Deus. A igreja do convento, em estilo barroco, bem como todas os outros cômodos, são ricos em detalhes dourados, madeira esculpida, painéis pintados à óleo e painéis de azulejos belíssimos. O detalhismo na decoração é de deixar qualquer um boquiaberto – mesmo quem já está cansado de ver igrejas mundo afora, vai se impressionar.

O acervo de azulejos, organizados cronologicamente desde os azulejos arcaicos até os dias atuais, narram despretensiosamente a história da sociedade portuguesa. Difícil escolher um painel para destacar aqui, mas certamente um dos mais bonitos, não só pelo tamanho mas também pelos detalhes, é o Grande Panorama de Lisboa (piso 3).  E merece um destaque também os azulejos modernistas/contemporâneos (piso 2).

Depois de bater perna pelo museu, aproveite para almoçar ou tomar um café no restaurante, que obviamente é decorado com azulejos de uma antiga casa e tem motivos inspirados na culinária. Grandes panelas de cobre penduradas nas paredes complementam o charme do local.

Apesar de não ser perto, o museu tampouco é longe. Lisboa é uma cidade pequena, tenha isso em mente. A entrada custa apenas 4 euros e é gratuita para estudantes.

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Se você estará em Lisboa nos próximos dois dias não perca no Festival ao Largo o espetáculo Noites de Bailado. Executado pela Companhia Nacional de Bailado, a coreografia tem movimentos vigorosos e vibrantes. A música ao vivo é do ótimo Gruppo Musicale Assurd, inspirada em canções viscerais do Sul da Itália. Começa às 22 horas e a entrada é gratuita. Nós assistimos e achamos excelente, não só o espetáculo mas também a iniciativa, já que o evento é gratuito e aberto ao público.

Se você não estiver nesses dias, a programação do Festival mudará.  Serão apresentadas 3 peças teatrais até o dia 19/07: “Menina Júlia”, “Recital e Tal” e ” Amor”.

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