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Sem muito tempo para descansar, após uma manhã incrível no Geyser del Tatio, encaramos o Valle de la Muerte. O Valle é chamado assim porque nada cresce ou sobrevive devido ao seu tipo de solo, e está localizado na Cordillera de la sal, que é bem próximo de San Pedro.

Chegando no local, nossa guia nos informou que começaríamos com uma pequena caminhada de 30 minutos, morro acima é claro! A subida não é dificil, mas para quem acordou as 04:00h da manhã somado a um solzinho de 40º, começa a fazer diferença. Já no topo, o visual é de um cenário incrível esculpido naturalmente e mesclado por rochas e dunas, aonde é possível praticar sandboard. Lá de cima, além de admirar o valle, você também pode observar alguns dos vulcões da região.

Como todos sabem, depois de subir e curtir o visual lá de cima, chegou a hora de descer. E aí que vem a melhor parte. Descer correndo duas dunas gigantes. Com certeza é a parte mais light do tour e aonde rolam algumas das fotos mais divertidas. Lá embaixo, mais uma caminhada rápida até nosso transporte. Nós e mais um bocado de areia depois desta corrida pelas dunas.

Na sequência seguimos ao Valle de la Luna, que foi o passeio menos interessante de todos, não só pelo nosso cansaço, mas também se comparado com os outros locais que visitamos. Depois do pôr-do-sol, hora de descansar!

No folheto que ganhamos ao visitar os Geysers del Tatio, havia uma recomendação para consumir comidas leves e não beber álcool no dia anterior à visita. Tarde demais! Como nosso passeio estava marcado em plena noite de ano novo, além de jantar, nós tomamos uma garrafa de champagne. E para completar, só dormimos 3 horas, já que o ônibus passaria para nos buscar às 4h da madrugada. Mas tudo saiu bem, nem chá de coca foi preciso. 🙂

Seguimos para uma viagem de aproximadamente de 2h30, mas eu apaguei imediatamente e só acordei ao chegar no destino final. Não fazia muita diferença ficar acordada mesmo, afinal era noite e não dava para ver nada lá fora.

Faz bastante frio no complexo do Tatio, onde as temperaturas chegam a ser negativas. Fomos preparados com roupa térmica, toucas, luvas, etc. Algumas pessoas relatam sentir um mal estar, causado mudança de altitude (saímos de 2.400m para 4.500m ). Em nosso grupo, todos passaram bem.

Não é à toa que o passeio começa tão cedo, pois é o horário que tem o ápice dos geysers em “ebulição”, com jatos que chegam a atingir 10m de altura. Quando surgem os primeiros raios de sol, a luz reflete no vapor, formando imagens mais bonitas ainda. Ao mesmo tempo, o sol ameniza o frio e logo a temperatura já se torna agradável (mas ainda assim é frio, não se engane).

Os mais corajosos enfrentam a piscina termal, com águas calientes a 33 graus. Nós não encaramos. O café da manhã foi ali mesmo, em meio aos geysers, que já começavam a ficar mais tímidos.

A estrada de volta é um show à parte. Ao longe, quando você menos espera, surge um grupo de vicunhas passeando “felizes e contentes”. Mais adiante, uma outra vicunha solitária observa o movimento do alto de um morro. Ao notar nossa presença, ela sai em disparada, sem dar tempo de fotografar. Contrastando com o marrom das montanhas, encontramos um local de descanso e pastagem para as dezenas de lhamas que lá estavam. Não  adianta, durante todo o trajeto não tem como não parar de falar “lindo”, “fantástico”, “incrível”.

Logo em seguida, chegamos ao povoado de Machuca, que já foi praticamente extinto e que só existe ainda devido ao incentivo do governo que estimulou as famílias a retornarem. Todas as casas possuem placas de energia solar, o que convenhamos, é mais do que adequado num local onde raramente chove.

Por fim, passeamos por uma pequena trilha na Quebrada Guatín, para observar o cactus típico da região.

Primeiro dia no Atacama. Desembarcamos no pequeno “aerodromo el loa Calama”  – menor do que esse só conheço o de Santorini – e uma senhora nos esperava com uma plaquinha onde estava escrito “Don Raupp” (chique, muito chique ser chamado de Don não é verdade?). Seguimos num carro privado rumo a San Pedro, numa estrada muito bem conservada e bem sinalizada, com as linhas de marcação no asfalto recém-pintadas.

Check-in feito, decidimos almocar e caminhar pela cidade para pesquisar os preços dos passeios para os dias seguintes. A recepcionista do hotel, que era muito divertida, nos indicou a Grado 10: porque tinha um veículo super equipado e um público mais jovem, “as outras agências são mais para abuelitos”.

A cidade é muito pequena, praticamente uma rua principal que pode ser percorrida em 15 minutos (ou menos). Você vai encontrar mercadinhos, lojas de artesanatos (todas idênticas), restaurantes e operadoras de turismo. E nas ruas laterais hostals e hotéis. Além disso tem uma praça principal com uma igreja, prefeitura, um museu.  E apenas 4 ou 5 caixas eletrônicos. E acabou a cidade que serve de base para todos os passeios no maior deserto do mundo.

Nas lojas e restaurantes, muitos dos funcionários são bolivianos ou santiaguinos (ou seja lá como chamam os que nascem em Santiago).

O ar é muito seco e na boca às vezes fica uma sensação de estar comendo terra. O sol é muito forte, tão forte que ao lado do museu tem um SOLmaforo, um medidor de raios UV. Quase não há vento durante o dia e à noite a temperatura começa a cair. As construções feitas de adobe e telhado de palha natural: impressionam pela isolamento térmico: mesmo com todo o calor na rua, a temperatura interna é muito agradável, tanto de dia quanto de noite. Dos 5 dias que estivemos na cidade, ligamos o ventilador apenas uma vez. À noite usávamos alguns edredons e cobertas, mas sempre estivemos muito confortáveis.

Voltando ao assunto das agências de turismo, fomos até a Grado 10 e gostamos deles de cara. Para não fazer nenhuma compra por impulso visitamos outras 4 agências. Os preços eram muito similares, mas a Grado 10 prometia uma qualidade superior. Apostamos na agência e não nos arrependemos nem um pouco.

Muito preocupados com os detalhes, a Grado 10 nos surpreendeu até mesmo quando não esperávamos mais nada deles. No caminho para os geysers del Tatio, eles forneciam cobertores para aquecer o corpo nas 2 horas de viagem gelada na madrugada, além de luvas e casacos térmicos para aqueles que estavam desprevenidos. As refeições eram muito gostosas e o atendimento muito cordial. Até mesmo no último passeio quando a moça aqui já estava muito cansada e não quis subir um morro, o dono veio oferecer ajuda para subir. O guia era excelente, muito bem informado e inclusive já havia vivido junto aos povos locais aprendendo sua cultura. Era um defensor das tradições atacameñas, da natureza e falava um excelente inglês.

O caminhão é um capítulo à parte. As poltronas são confortáveis, espaçosas e reclináveis. As janelas são grandes e tem uma boa abertura, para que seja possível fazer fotos durante o caminho (e serão muitas horas de viagem em todos os passeios). A janela dianteira também abre e por ela é posssível subir no  teto do caminhão. Nas lagunas altiplanicas, uma parte do trajeto é feito lá em cima (mas o frio é de lascar).

Embaixo, o caminhão tem vários compartimentos onde são guardadas mesas, cadeiras e até mesmo uma chapa, onde é feita a comida. A bebida vai desde sucos, cervejas, pisco sauer. Sempre geladinhos. Como as refeições são feitas no meio do deserto, eles controlam até mesmo a quantidade de guardanapos distribuídos: nenhum lixo pode ficar para trás.

Sobre a idade, eu diria que 70% do grupo que fez o passeio conosco tinha idade até 35 anos.

Valeu muito a pena fazer o passeio com eles. No próximo post, vamo indicar os preços das outras agências, passeios e horários de saídas.

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